domingo, 14 de julho de 2013

Terra queimada



Marília sentia-se cansada, muito cansada.
E triste. Quase ofendida. Na verdade, quase que ultrajada.

Já por várias vezes tinha tentado explicar, das mais variadas maneiras e feitios, que se sentia extremamente cansada, exausta mesma.
E de todas as vezes tinha sentido que não a tinham ouvido. Ou não tinham querido ouvir.

Mas que mais precisava ela fazer para a levarem a sério, para acreditarem?
Morrer?

Às páginas tantas, era mesmo isso.
E mesmo assim…

Se por um lado era bom sentir todo o árduo trabalho reconhecido, por outro, Marília só queria que a deixassem em paz.
Que a ouvissem, de uma vez por todas.

E que a respeitassem – a ela e à sua vontade!
(mais do que vontade, necessidade…)


Sem comentários:

Publicar um comentário