sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sempre que o telefone toca


Quando o telefone toca, o que até nem acontece muitas vezes, fico sempre na expectativa: quem será? E o que dirá? Como o dito cujo foi instalado há relativamente pouco tempo, o mesmo ainda é uma novidade.
Sabem aqueles telefonemas normalmente a quererem vender alguma coisa, o chamado telemarketing?
A grande maioria das pessoas detesta esse tipo de telefonemas e tenta a todo o custo esquivar-se dos mesmos, mas quando é mesmo apanhada, tenta logo despachá-los a grande velocidade.
Pois bem, já eu não sou assim.
Com toda a certeza que conhecem aquele muito velho ditado: não há regra, sem excepção.
Digamos que eu sou a excepção que confirma a regra.
É verdade.
Sempre que alguém me telefona, seja para responder a algum questionário, seja para me tentar “impingir” alguma coisa, por mais insignificante que possa parecer, respondo sempre com infinita paciência a todas as questões que me colocam.
Não só compreendo muito bem que apenas estão a fazer o que lhes compete, o trabalho deles, como também, e aqui quero pedir desculpa pelo meu aparente egoísmo, aproveito para mitigar a minha solidão.
Mas aproveito esta oportunidade para esclarecer aqui e agora um ponto que para muitos é insignificante, mas que para mim se revela da maior importância: eu não ando aqui a enganar ninguém: eu limito-me a responder às questões colocadas.
Porque sempre que chega o chamado “momento da verdade”, aquela altura em que temos que dizer “sim ou sopas”, invariavelmente eu escolho “sopas”.
E não me sinto minimamente culpada por ter estado, quiçá, a “aproveitar-me” do tempo de quem me telefona. Muito antes pelo contrário.
Sinto-me bem. Sinto-me útil.
E sinto-me viva.


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